22 janeiro 2014

Sem destino

Era um final de semana qualquer, o relógio marcava seis e quarenta da manhã, liguei meu carro e parti, sem rumo ou destino, apenas parti. Fechei bem a casa, deixei meu gato com minha mãe e mandei um bilhete para cada vizinho que fosse me procurar. Cansei. Por que diabos as pessoas fazem as mesmas coisas todos os dias? Não quero ser como todo mundo, quero ser diferente, me destacar. Estava em uma estrada que parecia que não existia fim a partir dali, olhei para o meu relógio e marcava nove e vinte e três da manhã, a estrada era cercada por árvores grandes e com diversas folhas secas, ah, como eu amo isso.

Depois de muito vagar por aí, avistei um restaurante na estrada, meio estranho eu confesso, mas eu já estava com bastante fome. Entrei, pedi e degustei. É, parece que a aparência não define mesmo o caráter, ou melhor, uma boa comida. Voltei ao meu carro e continuei a dirigir, no rádio tocava Lost In Emotion, ah, que nostalgia deliciosa ouvir Lisa Lisa, já não se fazem músicas como as dela hoje em dia. Mais tarde eu havia tirado um cochilo e acordei com um pouco de fome, não avistei nenhum restaurante ou bar por perto, eu estava sozinho, simplesmente sozinho em uma estrada de terra onde tudo que se podia ouvir era o som dos ventos.

Já se marcava seis e doze da noite, eu me senti deprimido por estar sozinho, por estar sempre sozinho. Talvez aquela rotina que eu julguei chata poderia ser prazerosa para mim, afinal no meu dia a dia eu tinha amigos ao meu lado, amigos que me apoiam, que me aturam. Sabe, aprendi uma coisa com esse rumo que eu segui hoje, que sozinhos não somos ninguém. Resolvi ligar o carro e voltar para a casa, não há lugar melhor que o lar, não, não há.
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2 comentários:

  1. Que texto lindo, juro que esse final ficou tão bem feito, "Não há lugar melhor que o lar, não, mão há" Adorei esse texto <3 Se foi você que fez parabéns.

    FH♡

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    1. Muito obrigado, e sim foi eu mesmo que escrevi :)

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